sexta-feira, 30 de julho de 2010

Tradição do Acarajé


No boêmio Rio Vermelho um ponto forte é a tradição do acarajé. Nesta vizinhança encontram-se três das mais famosas barracas de acarajé de Salvador, Dinha e Regina que demarcam seu espaço no largo de Santana e Cira no largo da Mariquita, próximo ao Mercado do Peixe, além de outras não tão famosas mas também muito admiradas como Marly e Rita.
O cheiro do acarajé vai inebriando quem passa pelo local tornando quase que impossível resistir a tal iguaria. E a tradição de sentar-se ao largo e degustar algum dos quitutes produzidos pelas famosas baianas do local acompanhado de uma cervejinha bem gelada, virou um ritual comum durante o dia ou noite e por todos os dias da semana para aqueles que retornam do trabalho ou os que estão apenas começando a noite.
No Rio Vermelho, as baianas de acarajé apareceram como ambulantes pelas ruas e largos onde ficavam as casas dos veranistas, que eram freguesia certa. A primeira baiana que estabeleceu tabuleiro fixo na região foi a avó de Dinha, a qual trabalhou desde os 7 anos como ajudante da avó e deu fama ao local virando uma celebridade nacional além de enterrar por completo o preconceito de que comer na rua era coisa de gente sem educação.
A fama de Dinha foi além dos limites de Salvador atraindo para a região celebridades de todo o Brasil unicamente para conhecer seus quitutes. E atraindo também baianas tradicionais de outras regiões de Salvador como Cira de Itapuã e Regina da Graça que resolveram colocar filiais nesta região para atender o crescente mercado e com isso solidificando a tradição do acarajé no Bairro do Rio Vermelho.




Nenhum comentário:

Postar um comentário